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Missionárias de Maria
XAVERIANAS

UM SIM, UM AMÉM

Carla Zagato,mmx
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15 Dezembro 2020

Dia 20 de dezembro, recordamos o aniversário natalino da nossa Madre Celestina Bóttego, falecida 40 anos atrás, no dia 20 de agosto    de  1980.

Ao celebrar esta data e querendo dizer uma palavra que possa resumir  a figura gigantesca da nossa Fundadora, não se encontra outra, mais significativa e verdadeira,  se não a palavra SIM, ou seja AMÉM!

Após ter gritado o seu Sim à vida ao nascer, muitos outros se seguiram.

Sim, quando o pai a deixou  sozinha com a mãe, na cidade de Butte, Estado de  Montana, nos U.S.A.,  para voltar à Itália com os outros dois irmãos; Sim, quando ela mesma com a mãe teve que deixar a terra natal  para seguir o pai;

Sim,  quando se encontrou sozinha, depois que  os avós  e  os pais faleceram,  a irmã Maria se tornou freira e  o irmão Vittorio casou.  Mas Celestina, ainda  não sabia  e nem imaginava quais outros Sins– Amém  o Senhor iria  lhe pedir.

Quando já adulta e  empenhada como professora, mulher de caridade e zelo apostólico, o Senhor a escolhe para ser co-fundadora de  uma Congregação Missionária.

O FIAT! O seja: Sim - Amém!  No diário do Padre Spagnolo, em data “24 de maio de 1944”,  assim se lê: “Estamos no quarto dia dos Exercícios Espirituais que estou pregando aos nossos Diáconos. ...A Senhorita Bottego também assiste às pregações, estando nesse lugar (Capriglio: localidade  situada nas colinas perto de Parma)  em recolhimento por alguns dias.

 Esta tarde, depois da terceira pregação, lá pelas 16:30, saí da Igreja e vi que a Senhorita andava em direção da gruta (de Nossa Senhora de Lourdes) com o terço na mão...  Falou-me que, depois da decisão dela em relação à obra, não ficara tranquila porque Lhe parecia que viesse do apego a uma vida cômoda; que a imagem do crucifixo que eu Lhe enviara em ocasião da Páscoa com escrito, no verso, “Tudo”, abalara-a mais ainda, e que aqueles dias de retiro fizeram-Lhe compreender claramente que, para procurar unicamente o Senhor e não si mesma, tinha que dizer o ‘sim’ dela.

 ... e quando perguntei-lhe se voltasse a ficar tranquila respondendo ‘sim’, respondeu que teria sido tranqüilizada por qualquer decisão que tirasse sua indecisão. A resposta é óbvia.

 Em suma, continua o Padre hoje a Sociedade encontrou a Fundadora dela, que ao Senhor expressa seu ‘fiat’”.

 E a Madre, lembrando aquele dia e momento,  assim escreve: ”Numa atmosfera de pura fé foi conduzida a dizer o meu SIM por uma leve inspiração interior à qual não podia resistir”.

 Após este grande Sim-Amém, pronunciado quando já tinha 50 anos de idade e que virou a vida da Prof. Celestina Bóttego, em Madre  Fundadora das Missionárias de Maria – Xaverianas, Outros Sim viriam, ao longo dos 35 anos de Vida Religiosa.

Mas, tem um Sim-Amém, pronunciado da nossa Madre Fundadora, aos seus 70 anos de vida, que me chama a atenção e que hoje quero sublinhar.

 Foi  quando,  escreve ainda o Padre numa carta às irmãs no Brasil, em data 24 setembro 1966:

  “A Madre, da parte dela manifestou, por escrito e depois também a pessoalmente, a sua vontade  de não aceitar ser  eleita  Superiora Geral.  Desta sua intenção eu conheço toda a história. Enquanto eu repetidamente procurei persuadir a Madre a não fazer esta renúncia  e também outras pessoas fizeram o mesmo.

Ela porém quis fazer este ato porque lhe parecia de ser, neste gesto, inspirada pelo Senhor e encontrava nisso tranquilidade e paz. Assim ela tornou oficial a renúncia a uma possível eleição”.

 

 Um Sim decidido sozinha com o Seu Senhor, como o do 24 de maio 1944, movida certamente daquela  “....  leve (mas nem tanto)  inspiração interior à qual não podia resistir”.

Não sei se foi mais grande o primeiro ‘SIM’ ou o segundo.   Sei que: “ Se o grão de trigo não morre, não produz vida, mas se morrer produzirá e dará vida e vida em abundância”!

Assim como Maria, no seu primeiro Sim deu a Vida humana a Jesus,  no seu segundo Sim, aos pés da cruz,  doou  Seu próprio Jesus na  morte e com Ele ofereceu ela mesma, para dar vida e salvação à  humanidade.

E para concluir,  o grande Amém, como o ápice, o  ponto mais alto, o cume da sua escalada terrena, o último AMÉM da Madre, pronunciado  ao receber a comunhão, durante a santa Missa celebrada no seu quarto, na última tarde da sua vida nesta  terra.

Assim lembrava Dom Gianni Gazza ( filho espiritual da Madre) durante a cerimônia de despedida, na capela da casa madre, na tarde do dia 23 de agosto, antes que o corpo da Madre fosse levado à Catedral de Parma para as funções de exéquias.

“A Madre naquele momento agradeceu e sorriu, como fazia sempre, cada vez que lhe  levava uma benção , uma absolvição.

Quando recebeu o Corpo  e o Sangue do Senhor,  disse aquele AMÉM com um sorriso assim grande que verdadeiramente, gostaria dizer, resume toda a sua vida”. Amém! Amém! ASSIM SEJA!!!