UM SIM, UM AMÉM
Dia 20 de dezembro, recordamos o aniversário natalino da nossa Madre Celestina Bóttego, falecida 40 anos atrás, no dia 20 de agosto de 1980.
Ao celebrar esta data e querendo dizer uma palavra que possa resumir a figura gigantesca da nossa Fundadora, não se encontra outra, mais significativa e verdadeira, se não a palavra SIM, ou seja AMÉM!
Após ter gritado o seu Sim à vida ao nascer, muitos outros se seguiram.
Sim, quando o pai a deixou sozinha com a mãe, na cidade de Butte, Estado de Montana, nos U.S.A., para voltar à Itália com os outros dois irmãos; Sim, quando ela mesma com a mãe teve que deixar a terra natal para seguir o pai;
Sim, quando se encontrou sozinha, depois que os avós e os pais faleceram, a irmã Maria se tornou freira e o irmão Vittorio casou. Mas Celestina, ainda não sabia e nem imaginava quais outros Sins– Amém o Senhor iria lhe pedir.
Quando já adulta e empenhada como professora, mulher de caridade e zelo apostólico, o Senhor a escolhe para ser co-fundadora de uma Congregação Missionária.
O FIAT! O seja: Sim - Amém! No diário do Padre Spagnolo, em data “24 de maio de 1944”, assim se lê: “Estamos no quarto dia dos Exercícios Espirituais que estou pregando aos nossos Diáconos. ...A Senhorita Bottego também assiste às pregações, estando nesse lugar (Capriglio: localidade situada nas colinas perto de Parma) em recolhimento por alguns dias.
Esta tarde, depois da terceira pregação, lá pelas 16:30, saí da Igreja e vi que a Senhorita andava em direção da gruta (de Nossa Senhora de Lourdes) com o terço na mão... Falou-me que, depois da decisão dela em relação à obra, não ficara tranquila porque Lhe parecia que viesse do apego a uma vida cômoda; que a imagem do crucifixo que eu Lhe enviara em ocasião da Páscoa com escrito, no verso, “Tudo”, abalara-a mais ainda, e que aqueles dias de retiro fizeram-Lhe compreender claramente que, para procurar unicamente o Senhor e não si mesma, tinha que dizer o ‘sim’ dela.
... e quando perguntei-lhe se voltasse a ficar tranquila respondendo ‘sim’, respondeu que teria sido tranqüilizada por qualquer decisão que tirasse sua indecisão. A resposta é óbvia.
Em suma, continua o Padre hoje a Sociedade encontrou a Fundadora dela, que ao Senhor expressa seu ‘fiat’”.
E a Madre, lembrando aquele dia e momento, assim escreve: ”Numa atmosfera de pura fé foi conduzida a dizer o meu SIM por uma leve inspiração interior à qual não podia resistir”.
Após este grande Sim-Amém, pronunciado quando já tinha 50 anos de idade e que virou a vida da Prof. Celestina Bóttego, em Madre Fundadora das Missionárias de Maria – Xaverianas, Outros Sim viriam, ao longo dos 35 anos de Vida Religiosa.
Mas, tem um Sim-Amém, pronunciado da nossa Madre Fundadora, aos seus 70 anos de vida, que me chama a atenção e que hoje quero sublinhar.
Foi quando, escreve ainda o Padre numa carta às irmãs no Brasil, em data 24 setembro 1966:
“A Madre, da parte dela manifestou, por escrito e depois também a pessoalmente, a sua vontade de não aceitar ser eleita Superiora Geral. Desta sua intenção eu conheço toda a história. Enquanto eu repetidamente procurei persuadir a Madre a não fazer esta renúncia e também outras pessoas fizeram o mesmo.
Ela porém quis fazer este ato porque lhe parecia de ser, neste gesto, inspirada pelo Senhor e encontrava nisso tranquilidade e paz. Assim ela tornou oficial a renúncia a uma possível eleição”.
Um Sim decidido sozinha com o Seu Senhor, como o do 24 de maio 1944, movida certamente daquela “.... leve (mas nem tanto) inspiração interior à qual não podia resistir”.
Não sei se foi mais grande o primeiro ‘SIM’ ou o segundo. Sei que: “ Se o grão de trigo não morre, não produz vida, mas se morrer produzirá e dará vida e vida em abundância”!
Assim como Maria, no seu primeiro Sim deu a Vida humana a Jesus, no seu segundo Sim, aos pés da cruz, doou Seu próprio Jesus na morte e com Ele ofereceu ela mesma, para dar vida e salvação à humanidade.
E para concluir, o grande Amém, como o ápice, o ponto mais alto, o cume da sua escalada terrena, o último AMÉM da Madre, pronunciado ao receber a comunhão, durante a santa Missa celebrada no seu quarto, na última tarde da sua vida nesta terra.
Assim lembrava Dom Gianni Gazza ( filho espiritual da Madre) durante a cerimônia de despedida, na capela da casa madre, na tarde do dia 23 de agosto, antes que o corpo da Madre fosse levado à Catedral de Parma para as funções de exéquias.
“A Madre naquele momento agradeceu e sorriu, como fazia sempre, cada vez que lhe levava uma benção , uma absolvição.
Quando recebeu o Corpo e o Sangue do Senhor, disse aquele AMÉM com um sorriso assim grande que verdadeiramente, gostaria dizer, resume toda a sua vida”. Amém! Amém! ASSIM SEJA!!!




